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Da mesma forma que o massacre de poloneses em Katyn, atribuído de maneira aparentemente falsa à União Soviética, a fome na Ucrânia em 1932-1933 é de tal forma manipulada por “historiadores” anti-soviéticos que chegam a chamá-la de “holodomor”, uma grande fome supostamente deliberada para aterrorizar a população ucraniana. Ao que tudo indica, porém, o “holodomor” é apenas isso: manipulação de fatos para atribuir, com objetivos políticos, falsas causas para tal fome. O texto a seguir é a tradução de um e-mail do historiador J. Arch Getty, um dos melhores historiadores não-comunistas no tema da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). Embora não se liberte de conceitos como “estalinismo”, sua pesquisa é séria e embasada criticamente nas fontes. Sempre vale a pena lê-lo.
O massacre de Katyn é uma das armas da crítica burguesa à União Soviética. Até onde, porém, essa crítica se embasa em fontes verdadeiras? Há sérios indícios de que as fontes utilizadas para atribuir a culpa pelo massacre à URSS são falsificadas. Veja aqui quais são esses indícios.
Em uma semana, um artigo e uma notícia me chamaram a atenção. O artigo, sem grandes novidades, é um compêndio de citações da mídia golpista – a mesma mídia golpista que vemos por aí – saudando entusiasticamente o golpe militar de 1º de abril de 1964. A notícia, embora não seja exatamente uma novidade, é de extrema importância, pois documenta aquilo que já sabemos: os Estados Unidos da América tentam constranger o governo brasileiro através da mídia empresarial. Como faz questão de lembrar o sociólogo Emir Sader, o imperialismo é a fase atual do capitalismo.
O Conselho de Segurança Nacional foi criado num ambiente de profundo anticomunismo e contra qualquer violação à ordem social. Após um conturbado período entre o fim do Estado Novo e o golpe militar de 1964, em que um modelo de desenvolvimento soberano e um modelo de desenvolvimento associado ao capital estrangeiro disputavam os rumos do Brasil, tal Conselho se reúne para decidir algo de sumo interesse americano: a posição do Brasil em relação à expulsão de Cuba da OEA e o rompimento das relações diplomáticas com a ilha caribenha – ou seja, viria a selar a opção pelo desenvolvimento dependente das potências imperialistas.
A Guerrilha do Araguaia
saiu do porão do esquecimento, onde ficou durante tantos anos submetida
a um controle por quem temia que ela – como tantos outros
acontecimentos que marcam negativamente a imagem das forças armadas –
chegasse ao conhecimento das gerações futuras. Apenas os que tinham
coragem e não temiam a repressão divulgavam o que por duas décadas
aconteceu neste país e na América Latina de uma maneira geral.

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