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As (ainda) recentes declarações do papa geraram polêmica. A mídia empresarial distorceu-as, como se Bento XVI tivesse dito que o comunismo seria uma doutrina diabólica. Muitos, realmente muitos marxistas caíram no embuste e saíram a criticar o papa sem nem ir atrás da informação original, de que o papa os havia chamado ao diálogo. “Cuba precisa se abrir para o mundo, e o mundo precisa se abrir para Cuba”, disse João Paulo p.p. II. A fala do papa Bento XVI poderia muito bem ser resumida na paráfrase: “O marxismo precisa se abrir para o cristianismo, e o cristianismo precisa se abrir para marxismo”. Muitos responderam ao convite com pedras. Os inimigos sociais destes lhes forneceram as pedras. A Igreja foi mera espectadora.
Todo dia 7 de setembro é comemorado o dia da independência do Brasil. Até onde, porém, podemos dizer que o Brasil é independente? Qual a extensão de sua independência? Vejamos os fatores econômicos, políticos e sociais que podem atestar a suposta soberania brasileira.
Da mesma forma que o massacre de poloneses em Katyn, atribuído de maneira aparentemente falsa à União Soviética, a fome na Ucrânia em 1932-1933 é de tal forma manipulada por “historiadores” anti-soviéticos que chegam a chamá-la de “holodomor”, uma grande fome supostamente deliberada para aterrorizar a população ucraniana. Ao que tudo indica, porém, o “holodomor” é apenas isso: manipulação de fatos para atribuir, com objetivos políticos, falsas causas para tal fome. O texto a seguir é a tradução de um e-mail do historiador J. Arch Getty, um dos melhores historiadores não-comunistas no tema da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). Embora não se liberte de conceitos como “estalinismo”, sua pesquisa é séria e embasada criticamente nas fontes. Sempre vale a pena lê-lo.
O massacre de Katyn é uma das armas da crítica burguesa à União Soviética. Até onde, porém, essa crítica se embasa em fontes verdadeiras? Há sérios indícios de que as fontes utilizadas para atribuir a culpa pelo massacre à URSS são falsificadas. Veja aqui quais são esses indícios.
Nem a morte faz os caras perderem a acuidade de suas análises! São Fred Engels e São Karl Marx estão aí para analisar o Plano Nacional de Banda “Larga”:

Apresentando nossos amigos Fred Engels e Karl Marx…
Em uma semana, um artigo e uma notícia me chamaram a atenção. O artigo, sem grandes novidades, é um compêndio de citações da mídia golpista – a mesma mídia golpista que vemos por aí – saudando entusiasticamente o golpe militar de 1º de abril de 1964. A notícia, embora não seja exatamente uma novidade, é de extrema importância, pois documenta aquilo que já sabemos: os Estados Unidos da América tentam constranger o governo brasileiro através da mídia empresarial. Como faz questão de lembrar o sociólogo Emir Sader, o imperialismo é a fase atual do capitalismo.
Há décadas a política mundial gira em torno do paradigma neoliberal. Em 1995, Emir Sader e Pablo Gentili já reivindicavam a criação de um “pós-neoliberalismo”, mas isso não me parece suficiente. Não é que eu ouse discordar da necessidade de se superar o neoliberalismo, mas a superação dele exige a formação de um novo paradigma, não pós-neoliberal, mas um paradigma que se afirme positivamente, como algo concreto pelo que lutar, e não algo contra o que lutar.
O Conselho de Segurança Nacional foi criado num ambiente de profundo anticomunismo e contra qualquer violação à ordem social. Após um conturbado período entre o fim do Estado Novo e o golpe militar de 1964, em que um modelo de desenvolvimento soberano e um modelo de desenvolvimento associado ao capital estrangeiro disputavam os rumos do Brasil, tal Conselho se reúne para decidir algo de sumo interesse americano: a posição do Brasil em relação à expulsão de Cuba da OEA e o rompimento das relações diplomáticas com a ilha caribenha – ou seja, viria a selar a opção pelo desenvolvimento dependente das potências imperialistas.
Sweezy cita vários marxistas para mostrar que também eles são subconsumistas, ou dão importância ao subconsumo. Chega até mesmo a citar Lênin, dizendo que “os únicos autores marxistas, além do próprio Marx, que compreenderam corretamente a relação geral entre desproporção, subconsumo e crise foram Lênin e seus seguidores”. Isto é bem verdade, mas vejamos o que o próprio Lênin diz sobre o assunto:

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