A história da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas é a história da revolução proletária. Acontecimento fulcral – ou mesmo fundante – do século XX, a revolução socialista de outubro de 1917 não apenas modificou radicalmente o antigo império russo, como também criou um Estado pivô da política mundial naquele século, a URSS.
As críticas raivosas contra a União Soviética são algumas das principais armas ideológicas da burguesia na tentativa de impedir que o povo, liderado pela classe trabalhadora, tome o poder e acabe com os privilégios oriundos da propriedade dos meios de produção, que já não fazem mais sentido em nossa sociedade. Esta série se destina a mostrar um outro lado dessa história, não apenas exitoso em muitas empreitadas, que não apenas salvou a humanidade da barbárie fascista, mas também o lado da análise científica das fontes que dão origem às narrativas da história soviética.
Não será uma análise isenta. Não posso almejar a isso tendo conhecimento de que, como historiador, ocupo um lugar determinado na sociedade, e a partir desse lugar social empreendo minhas análises. Também tenho uma ligação especial com a União Soviética, de onde veio o lado paterno de minha família, que não à toa joga durak e aprecia borch, mesmo com esse sobrenome alemão (Arndt).
Nesta série serão reunidas análises de fontes históricas e de passagens dessa grande epopéia da classe trabalhadora, a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas.
Da mesma forma que o massacre de poloneses em Katyn, atribuído de maneira aparentemente falsa à União Soviética, a fome na Ucrânia em 1932-1933 é de tal forma manipulada por “historiadores” anti-soviéticos que chegam a chamá-la de “holodomor”, uma grande fome supostamente deliberada para aterrorizar a população ucraniana. Ao que tudo indica, porém, o “holodomor” é apenas isso: manipulação de fatos para atribuir, com objetivos políticos, falsas causas para tal fome. O texto a seguir é a tradução de um e-mail do historiador J. Arch Getty, um dos melhores historiadores não-comunistas no tema da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). Embora não se liberte de conceitos como “estalinismo”, sua pesquisa é séria e embasada criticamente nas fontes. Sempre vale a pena lê-lo.
O massacre de Katyn é uma das armas da crítica burguesa à União Soviética. Até onde, porém, essa crítica se embasa em fontes verdadeiras? Há sérios indícios de que as fontes utilizadas para atribuir a culpa pelo massacre à URSS são falsificadas. Veja aqui quais são esses indícios.

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