Veja o que publicamos sobre marxismo:
As (ainda) recentes declarações do papa geraram polêmica. A mídia empresarial distorceu-as, como se Bento XVI tivesse dito que o comunismo seria uma doutrina diabólica. Muitos, realmente muitos marxistas caíram no embuste e saíram a criticar o papa sem nem ir atrás da informação original, de que o papa os havia chamado ao diálogo. “Cuba precisa se abrir para o mundo, e o mundo precisa se abrir para Cuba”, disse João Paulo p.p. II. A fala do papa Bento XVI poderia muito bem ser resumida na paráfrase: “O marxismo precisa se abrir para o cristianismo, e o cristianismo precisa se abrir para marxismo”. Muitos responderam ao convite com pedras. Os inimigos sociais destes lhes forneceram as pedras. A Igreja foi mera espectadora.
Apresentando nossos amigos Fred Engels e Karl Marx…
Agora que o debate do novo programa socialista do PCdoB já está quase chegando ao fim (no início de novembro ocorrerá o congresso, mas as conferências estaduais já ocorreram todas), convém falar da minha contribuição ao debate. Não por me achar demasiado importante, mas como uma forma de preservar a memória do 12º Congresso do Partido Comunista do Brasil e das conferências no Distrito Federal. O texto abaixo é, aproximadamente, minha intervenção na conferência do PCdoB-DF, reconstruída a partir das anotações que usei. Na conferência de Brasília (basicamente a região do Plano Piloto), falei também da necessidade de o Partido estar atento aos quadros que cotidianamente pensam o Estado brasileiro, notadamente os servidores públicos militantes do PCdoB. Além disso, contribuí também com dois textos à Tribuna de Debates, onde ainda está acontecendo um debate muito rico. São eles: Considerações acerca da questão constituinte, e Reforma e revolução. Ambos os textos serão publicados na edição especial do jornal A Classe Operária. Vamos à fala:
As próprias revoluções burguesas ocorridas na Europa nos séculos XVIII e XIX demonstraram claramente qual era a “força motriz de todo o desenvolvimento”: a luta de classes. Justamente então, quando a burguesia parecia finalmente vitoriosa, ficou claro que o capitalismo representava não apenas a liberdade da burguesia, mas ao mesmo tempo “um novo sistema de opressão e exploração dos trabalhadores.”
Após a verificação das bases materiais da existência humana, ou, conforme diz Lênin, “Depois de ter verificado que o regime econômico constitui a base sobre a qual se ergue a superestrutura política”, Karl Marx se dedicou igualmente ao estudo desse mesmo regime econômico, mais propriamente, do regime econômico de sua época, o capitalismo.
Em 1913, Lênin escreveu um artigo intitulado As Três Fontes e as Três Partes Consitutivas do Marxismo. Trata-se de leitura fundamental para quem queira iniciar o estudo do marxismo, pois demonstra o que vem a ser a doutrina de Marx, quais as suas bases, e qual o seu sentido histórico.

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