Veja o que foi publicado no Marxismo Online sobre o modo e produção socialista:
Todo dia 7 de setembro é comemorado o dia da independência do Brasil. Até onde, porém, podemos dizer que o Brasil é independente? Qual a extensão de sua independência? Vejamos os fatores econômicos, políticos e sociais que podem atestar a suposta soberania brasileira.
Da mesma forma que o massacre de poloneses em Katyn, atribuído de maneira aparentemente falsa à União Soviética, a fome na Ucrânia em 1932-1933 é de tal forma manipulada por “historiadores” anti-soviéticos que chegam a chamá-la de “holodomor”, uma grande fome supostamente deliberada para aterrorizar a população ucraniana. Ao que tudo indica, porém, o “holodomor” é apenas isso: manipulação de fatos para atribuir, com objetivos políticos, falsas causas para tal fome. O texto a seguir é a tradução de um e-mail do historiador J. Arch Getty, um dos melhores historiadores não-comunistas no tema da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). Embora não se liberte de conceitos como “estalinismo”, sua pesquisa é séria e embasada criticamente nas fontes. Sempre vale a pena lê-lo.
O massacre de Katyn é uma das armas da crítica burguesa à União Soviética. Até onde, porém, essa crítica se embasa em fontes verdadeiras? Há sérios indícios de que as fontes utilizadas para atribuir a culpa pelo massacre à URSS são falsificadas. Veja aqui quais são esses indícios.
Há décadas a política mundial gira em torno do paradigma neoliberal. Em 1995, Emir Sader e Pablo Gentili já reivindicavam a criação de um “pós-neoliberalismo”, mas isso não me parece suficiente. Não é que eu ouse discordar da necessidade de se superar o neoliberalismo, mas a superação dele exige a formação de um novo paradigma, não pós-neoliberal, mas um paradigma que se afirme positivamente, como algo concreto pelo que lutar, e não algo contra o que lutar.
Em 1995, quando o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) aprovou seu terceiro programa (os anteriores foram o programa da III Internacional e o de 1954), as forças progressistas viviam um momento terrível. É bem verdade que a maioria das ditaduras latino-americanas já havia caído, mas aquele era o ano em que Fernando Henrique Cardoso mandou o exército acabar com a greve dos petroleiros. Pouco antes, o campo socialista, tendo a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) como paradigma, havia ruído. O neoliberalismo imperava. Nesse mesmo ano de 1995, o PCdoB resolveu escrever um programa. Um programa escrito justamente nesse período tenebroso para as esquerdas. Não à toa, o lema do 8º Congresso do PCdoB, realizado em 1992, foi “O socialismo vive” – era preciso afirmá-lo. Em época de antigos grandes partidos comunistas capitulando (como o PCI, na Itália, e, obviamente, o PCUS, na União Soviética), o Partido Comunista do Brasil decidiu reafirmar o socialismo e dizer qual era o socialismo em que acreditava – ou, pelo menos, como seria sua fase inicial.
As próprias revoluções burguesas ocorridas na Europa nos séculos XVIII e XIX demonstraram claramente qual era a “força motriz de todo o desenvolvimento”: a luta de classes. Justamente então, quando a burguesia parecia finalmente vitoriosa, ficou claro que o capitalismo representava não apenas a liberdade da burguesia, mas ao mesmo tempo “um novo sistema de opressão e exploração dos trabalhadores.”

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