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Festa da dedicação da Basílica do Latrão

Basílica de São João do Latrão, em Roma. É a catedral da cidade e sede do papa. Foto: Martin Falbisoner via Wikimedia.

Hoje é dia de celebrar a mãe e cabeça de todas as igrejas, a catedral de Roma, a sede do papa! Trata-se da Basílica de São João do Latrão, dedicada a São João Evangelista e a São João Batista, onde fica a cátedra de São Pedro, e junto à qual se encontra a Escada Santa, que Jesus subiu para ser julgado, e que Santa Helena, mãe de Constantino, mandou transportar de Jerusalém para Roma.

DEDICAÇÃO DA BASÍLICA DO LATRÃO
Festa
Segundo uma tradição que remonta ao século XII, celebra-se neste dia o aniversário da dedicação da basílica do Latrão, construída pelo imperador Constantino. Inicialmente foi uma festa exclusivamente da cidade de Roma; mais tarde, estendeu-se à Igreja de Rito romano, com o fim de honrar a basílica que é chamada “mãe e cabeça de todas as igrejas da Urbe e do Orbe e como sinal de amor e unidade para com a Cátedra de Pedro que, como escreveu Santo Inácio de Antioquia, “preside a assembleia universal da caridade”.

Hino

Do Pai eterno talhado,
Jesus, à terra baixado
tornou-se pedra angular;
na qual o povo escolhido
e o das nações convertido
vão afinal se encontrar.

Eis que a Deus é consagrada
para ser sua morada
triunfal Jerusalém,
onde em louvor ao Deus trino
sobem dos homens o hino,
os Aleluias e o Amém.

No vosso altar reluzente
permanecei Deus, presente,
sempre a escutar nossa voz;
acolhei todo pedido,
acalmai todo gemido
dos que recorrem a vós.

Sejamos nós pedras vivas,
umas das outras cativas,
que ninguém possa abalar;
com vossos santos um dia,
a exultar de alegria
no céu possamos reinar.

Leitura breve Is 56,7
Eu os conduzirei ao meu santo monte e os alegrarei em minha casa de oração; aceitarei com agrado em meu altar seus holocaustos e vítimas, pois minha casa será chamada casa de oração para todos os povos.

Preces

Como pedras vivas, edificadas sobre Cristo, pedra angular, peçamos cheios de fé a Deus Pai todo-poderoso em favor de sua amada Igreja; e digamos:
R. Esta é a casa de Deus e a porta do céu!
Pai do céu, que sois o agricultor da vinha que Cristo plantou na terra, purificai, guardai e fazei crescer a vossa Igreja,
– para que, sob o vosso olhar, ela se espalhe por toda a terra. R.

Pastor eterno, protegei e aumentai o vosso rebanho,
– para que todas as ovelhas se congreguem na unidade, sob um só pastor, Jesus Cristo, vosso Filho. R.

Semeador providente, semeai a palavra em vosso campo,
– para que dê frutos abundantes para a vida eterna. R.

Sábio construtor, santificai a Igreja, vossa casa e vossa família,
– para que ela apareça no mundo como cidade celeste, Jerusalém nova e Esposa sem mancha. R.

Oração

Ó Deus, que edificais o vosso templo eterno com pedras vivas e escolhidas, infundi na vossa Igreja o Espírito que lhe destes, para que o vosso povo cresça sempre mais construindo a Jerusalém celeste. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

(Trechos do ofício das Laudes)

Das laudes na memória de São Francisco de Assis

Leitura breve Rm 12,1-2

Pela misericórdia de Deus, eu vos exorto, irmãos, a vos oferecerdes em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus: Este é o vosso culto espiritual. Não vos conformeis com o mundo, mas transformai-vos, renovando vossa maneira de pensar e de julgar, para que possais distinguir o que é da vontade de Deus, isto é, o que é bom, o que lhe agrada, o que é perfeito.

O Advento de Jesus Cristo

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Estamos no tempo do Advento. Nele vivemos, é claro, a alegre expectativa do nascimento de Jesus Cristo. Mas, não só isso. Nele nos preparamos para a segunda vinda, gloriosa, de Jesus, que virá para julgar os vivos e os mortos. Não é à toa que a cor litúrgica é a roxa: a mesma cor da quaresma, a preparação para a morte e ressurreição do Cristo. Acompanhemos a Liturgia — nesse tempo, “as leituras do Evangelho têm uma característica própria: refere-se à vinda do Senhor no final dos tempos (primeiro domingo), a João Batista (segundo e terceiro domingos), aos acontecimentos que preparam de perto o nascimento do Senhor (quarto domingo).” (Introdução ao Lecionário, n.º 93)

No primeiro domingo:

Naquele tempo disse Jesus a seus discípulos: Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas. Na terra, as nações ficarão angustiadas, com pavor do barulho do mar e das ondas. Os homens vão desmaiar de medo, só em pensar no que vai acontecer ao mundo, porque as forças do céu serão abaladas. Então eles verão o Filho do Homem, vindo numa nuvem com grande poder e glória. Quando estas coisas começarem a acontecer, levantai-vos e erguei a cabeça, porque a vossa libertação está próxima.

Tomai cuidado para que vossos corações não fiquem insensíveis por causa da gula, da embriaguez e das preocupações da vida, e esse dia não caia de repente sobre vós; pois esse dia cairá como uma armadilha sobre todos os habitantes de toda a terra. Portanto, ficai atentos e orai a todo momento, a fim de terdes força para escapar de tudo o que deve acontecer e para ficardes em pé diante do Filho do Homem. (Lc 21,25-28.34-36)

Do segundo domingo:

E ele percorreu toda a região do Jordão, pregando um batismo de conversão para o perdão dos pecados, como está escrito no Livro das palavras do profeta Isaías: “Esta é a voz daquele que grita no deserto: preparai o caminho do Senhor, endireitai suas veredas. Todo vale será aterrado, toda montanha e colina serão rebaixadas; as passagens tortuosas ficarão retas e os caminhos acidentados serão aplainados. E todas as pessoas verão a salvação de Deus”. (Lc 3,1-6)

Do terceiro domingo:

Por isso, João declarou a todos: “Eu vos batizo com água, mas virá aquele que é mais forte do que eu. Eu não sou digno de desamarrar a correia de suas sandálias. Ele vos batizará no Espírito Santo e no fogo. Ele virá com a pá na mão: vai limpar sua eira e recolher o trigo no celeiro; mas a palha ele a queimará no fogo que não se apaga.” (Lc 3,16s)

E, finalmente, do quarto domingo:

Naqueles dias, Maria partiu para a região montanhosa, dirigindo-se, apressadamente, a uma cidade da Judéia. Entrou na casa de Zacarias e cumprimentou Isabel. Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou no seu ventre e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. Com um grande grito, exclamou:

“Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar?
Logo que a tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança pulou de alegria no meu ventre. Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido o que o Senhor lhe prometeu.” (Lc 1,39-45)

Como vemos, o Evangelho do primeiro domingo diz claramente que Jesus virá, e insta à conversão, à preparação para o momento em que ficaremos diante do Cristo Juiz: “ficai atentos e orai a todo momento, a fim de terdes força para escapar de tudo o que deve acontecer e para ficardes em pé diante do Filho do Homem”.

Na proclamação do terceiro domingo, de forma semelhante, João Batista afirma: “Ele virá com a pá na mão: vai limpar sua eira e recolher o trigo no celeiro; mas a palha ele a queimará no fogo que não se apaga.” Esse não é o momento da manjedoura, mas o momento da vinda gloriosa, o momento do julgamento. É preciso ser dócil ao ensinamento divino e buscar a conversão, pois “Ele vos batizará no Espírito Santo e no fogo“, isto é, seremos mergulhados no Espírito Santo (pelo batismo sacramental) e também no fogo da provação, para nos purificarmos. E, no segundo domingo, vemos que São João Batista pregava a conversão do coração, lembrando as palavras do profeta Isaías: “Esta é a voz daquele que grita no deserto: preparai o caminho do Senhor, endireitai suas veredas. Todo vale será aterrado, toda montanha e colina serão rebaixadas; as passagens tortuosas ficarão retas e os caminhos acidentados serão aplainados. E todas as pessoas verão a salvação de Deus” — devemos preparar o nosso coração para a chegada do Cristo Salvador.

No quarto domingo, enfim, temos o momento da expectativa pela chegada iminente do Menino-Deus, quando São João Batista pula dentro do ventre de Santa Isabel à chegada do Messias e de sua mãe, a Virgem Maria. No Evangelho lemos então um dizer importante nas palavras da prima de Nossa Senhora: “Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido o que o Senhor lhe prometeu”. Claro que isso valia imediatamente para a Mãe de Deus. Mas, vale também para nós, agora: se acreditarmos e nos mantivermos firmes na fé, no que já aconteceu quando Jesus Cristo estava neste mundo, no que acontece hoje na Igreja, e na promessa do Céu, então isso tudo será cumprido e veremos em plenitude a glória de Deus.

Assim seja!

Domingo de Ramos: fé na vitória, perseverança mesmo nos sofrimentos

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Hoje iniciamos a semana santa. Na meditação do mistério da paixão e morte do Filho de Deus podemos encontrar o exemplo e a força daquele que sofre por ser justo e fiel. Daquele que é odiado por fazer a vontade do Pai celeste. Em um mundo em que tantas forças se misturam para fazer o mal, seja na Ásia, na África, e até mesmo no Brasil, onde o ódio vem se infiltrando na política, coloquemos em Jesus Cristo nossa esperança, para que, morrendo com ele para o mundo, ressuscitemos com ele para a vida eterna! Amém.

Lembremo-nos de Jesus Cristo, que disse “Eu vim para servir” (Mc 10,45), enquanto refletimos sobre trechos da oração do meio-dia no Domingo de Ramos:

Oração do meio-dia no Domingo de Ramos (trechos)

Hino:

Todo o mundo fiel rejubile
na alegria de tal salvação:
destruindo a potência da morte,
Jesus Cristo nos traz redenção

De oliveira com ramos e palmas,
todo o povo, com voz triunfal,
canta hosanas ao Rei de Israel,
de Davi descendente real.

Nós também, acorrendo ao encontro
de tal Rei, com hosanas de glória,
seguremos na mão nossas palmas
de alegria e de fé na vitória.

Por seus dons, nos caminhos da vida,
nos conduza e defenda o Senhor.E possamos, em todos os tempos,
tributar-lhe o devido louvor.

Glória ao Pai e a Jesus, Filho único,
Deus de Deus, Luz da Luz, Sumo Bem,
com o Espírito, o Amor que consola,
pelos séculos dos séculos. Amém.

Leitura breve:

Alegrai-vos por participar dos sofrimentos de Cristo, para que possais também exultar de alegria na revelação da sua glória. Se sofreis injúrias por causa do nome de Cristo, sois felizes, pois o Espírito da glória, o Espírito de Deus repousa sobre vós. (1Pd 4,13s)

Oração:

Deus eterno e todo-poderoso, para dar aos seres humanos um exemplo de humildade, quisestes que o nosso Salvador se fizesse homem e morresse na cruz. Concedei-nos aprender o ensinamento de sua Paixão e ressuscitar com ele em sua glória. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

O jejum quaresmal

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Pouco compreendido, o jejum quaresmal é prática importante na Igreja. O Evangelho de hoje e a explicação dada no Missal cotidiano (da editora Paulus) ajudam a esclarecer:

Naquele tempo, os discípulos de João aproximaram-se de Jesus e perguntaram: “Por que razão nós e os fariseus praticamos jejuns, mas os teus discípulos não?” Disse-lhes Jesus: “Por acaso, os amigos do noivo podem estar de luto enquanto o noivo está com eles? Dias virão em que o noivo será tirado do meio deles. Então, sim, eles jejurarão”. (Mt 9,14s)

A explicação do Missal cotidiano:

O jejum, além de sinal do desejo de conversão, é também sinal de espera. O próprio Jesus, como os “discípulos de João”, jejuou no deserto, assumindo para si a longa espera do “esposo”. Chegado este, o jejum não tem mais sentido. Depois da ressurreição retomará seu significado, na medida em que o tempo da Igreja, entre o momento que lhe for tirado o esposo e o seu retorno, tem ainda uma dimensão de preparação e construção do reino. O jejum torna-se, então, expressão de tristeza pela separação do esposo e privação de sua presença física, meio para ter o coração livre de vaidades que o impedem de ser disponível aos apelos de Deus, participação nos sofrimentos dos irmãos, nos quais perdura o sofrimento de Cristo. Quando ele voltar, será então possível gozar plenamente dos bens criados. O jejum quaresmal tem, assim, essencialmente uma conotação eclesial: está ligado aos dias que a Igreja na terra dedica à espera e à preparação.

Embed from Getty Images O jejum, com a oração e a penitência, tem por objetivo nos preparar para o retorno de Jesus Cristo.
Por fim, a oração sobre as oferendas da missa de hoje:

Ó Deus, nós vos oferecemos o sacrifício da nossa observância quaresmal para que tenhamos maior domínio sobre nós mesmos e nossas vidas vos sejam agradáveis. Por Cristo, nosso Senhor.

Amém!