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Leitura para tempos difíceis (2 de 6)

Irmãos, esta semana veremos na primeira leitura da Missa as principais passagens dos livros dos Macabeus. São dois dos livros históricos da Bíblia, e retratam a guerra dos judeus no século II a.C. para preservar a fé contra um tirano que tentou subverter todo o povo de Deus. Tentou abolir o culto da Aliança e instituir um novo, segundo os costumes dos gregos. Leitura encorajadora e proveitosa nesses tempos de tantas abominações e completa subversão dos valores cristãos, não apenas na sexualidade desregrada (que tem causado tantos embates), mas em toda a relação do homem e da mulher com Deus, consigo mesmo e com o próximo.

Hoje (21 de novembro) é celebrada a Apresentação de Nossa Senhora, e, portanto, temos uma leitura do livro de Zacarias. Não fosse isso, seria a continuação dessas leituras de Macabeus, conforme a seguir. Na terça e na quarta-feiras da 33ª semana do tempo comum dos anos ímpares, as passagens previstas são do segundo livro dos Macabeus, que retrata especialmente o testemunho daqueles que mantiveram a fé no Deus da Aliança. Hoje temos o testemunho do velho Eleazar, amanhã, de uma viúva e de seus sete filhos. Vamos ler?

Terça-feira da 33ª semana do tempo comum (ano ímpar)

1ª Leitura – 2Mc 6,18-31

Deixarei aos jovens o nobre exemplo
de como se deve morrer com entusiasmo
e generosidade pelas veneráveis e santas leis

Leitura do Segundo Livro dos Macabeus 6,18-31

18 Eleazar era um dos principais doutores da Lei,
homem de idade avançada
e de venerável aparência.
Quiseram obrigá-lo a comer carne de porco,
abrindo à força sua boca.
19 Mas ele, preferindo morrer gloriosamente
a viver desonrado,
caminhou espontaneamente para a tortura da roda,
20 depois de ter cuspido o que lhe haviam posto na boca.
Assim deveriam proceder
os que têm a coragem de recusar
aquilo que nem para salvar a vida é lícito comer.
21 Os encarregados desse ímpio banquete ritual,
que conheciam Eleazar desde muito tempo,
chamaram-no à parte
e insistiram para que mandasse trazer carnes
cujo uso lhes era permitido
e que ele mesmo tivesse preparado,
apenas fingisse comer carnes provenientes do sacrifício,
conforme o rei ordenara.
22 Agindo assim evitaria a morte,
aproveitando esta oportunidade que lhe davam
em consideração à velha amizade.
23 Mas ele tomou uma nobre resolução digna da sua idade,
digna do prestígio de sua velhice,
dos seus cabelos embranquecidos com honra,
e da vida sem mancha que levara desde a infância.
Uma resolução digna, sobretudo, da santa legislação
instituída pelo próprio Deus.
E respondeu coerentemente,
dizendo que o mandassem logo para a mansão dos mortos.
24 E acrescentou:
‘Usar desse fingimento seria indigno da nossa idade.
Muitos jovens ficariam convencidos
de que Eleazar, aos noventa anos, 
adotou as normas de vida dos estrangeiros;
25 seriam enganados por mim,
por causa do fingimento que eu usaria
para salvar um breve resto de vida.
De minha parte,
eu atrairia sobre minha velhice a vergonha e a desonra.
26 E ainda que escapasse por um momento
ao castigo dos homens,
eu não poderia, nem vivo nem morto,
fugir das mãos do Todo-poderoso.
27 Se, pelo contrário,
eu agora renunciar corajosamente a esta vida,
vou mostrar-me digno de minha velhice,
28 e deixarei aos jovens o nobre exemplo
de como se deve morrer,
com entusiasmo e generosidade,
pelas veneráveis e santas leis’.
Ditas esta palavras,
caminhou logo para o suplício.
29 Os que o conduziam,
transformaram em brutalidade
a benevolência manifestada pouco antes.
E consideraram loucas as palavras
que ele acabara de dizer.
30 Eleazar, porém, estando para morrer sob os golpes,
disse ainda entre gemidos:
‘O Senhor, em sua santa sabedoria, vê muito bem
que eu, podendo escapar da morte, suporto em meu corpo
as dores cruéis provocadas pelos açoites,
mas em minha alma suporto-as com alegria,
por causa do temor que lhe tenho’.
31 Assim Eleazar partiu desta vida.
Com sua morte deixou um exemplo de coragem
e um modelo inesquecível de virtude,
não só para os jovens, mas também para toda a nação.
Palavra do Senhor

Leitura para tempos difíceis (1 de 6)

Irmãos, esta semana veremos na primeira leitura da Missa as principais passagens dos livros dos Macabeus. São dois dos livros históricos da Bíblia, e retratam a guerra dos judeus no século II a.C. para preservar a fé contra um tirano que tentou subverter todo o povo de Deus. Tentou abolir o culto da Aliança e instituir um novo, segundo os costumes dos gregos. Leitura encorajadora e proveitosa nesses tempos de tantas abominações e completa subversão dos valores cristãos, não apenas na sexualidade desregrada (que tem causado tantos embates), mas em toda a relação do homem e da mulher com Deus, consigo mesmo e com o próximo. Vamos ler?

Segunda-feira da 33ª semana do tempo comum (ano ímpar)

1ª Leitura – 1Mc 1,10-15.41-43.54-57.62-64

Uma cólera terrível se abateu sobre Israel.

Leitura do Primeiro Livro dos Macabeus 1,10-15.41-43.54-57.62-64

Naqueles dias:
10 Brotou uma raiz iníqüa,
Antíoco Epífanes, filho do rei Antíoco.
Estivera em Roma, como refém, e subiu ao trono
no ano cento e trinta e sete da era dos gregos.
11 Naqueles dias
apareceram em Israel pessoas ímpias,
que seduziram a muitos, dizendo:
‘Vamos fazer uma aliança com as nações vizinhas,
pois, desde que nos isolamos delas,
muitas desgraças nos aconteceram’.
12 Estas palavras agradaram,
13 e alguns do povo entusiasmaram-se
e foram procurar o rei,
que os autorizou a seguir os costumes pagãos.
14 Edificaram em Jerusalém um ginásio,
de acordo com as normas dos gentios.
15 Aboliram o uso da circuncisão
e renunciaram à aliança sagrada.
Associaram-se com os pagãos
e venderam-se para fazer o mal.
41 Então o rei Antíoco
publicou um decreto para todo o reino,
ordenando que todos formassem um só povo,
obrigando cada um a abandonar
seus costumes particulares.
42 Todos os pagãos acataram a ordem do rei
43 e inclusive muitos israelitas adotaram sua religião,
sacrificando aos ídolos e profanando o sábado.
54 No dia quinze do mês de Casleu,
no ano cento e quarenta e cinco,
Antíoco fez erigir sobre o altar dos sacrifícios
a Abominação da desolação.
E pelas cidades circunvizinhas de Judá
construíram altares.
55 Queimavam incenso
junto às portas das casas e nas ruas.
56 Os livros da Lei, que lhes caíam nas mãos,
eram atirados ao fogo, depois de rasgados.
57 Em virtude do decreto real,
era condenado à morte todo aquele
em cuja casa fosse encontrado um livro da Aliança,
assim como qualquer pessoa
que continuasse a observar a Lei.
62 Mas muitos israelitas resistiram
e decidiram firmemente não comer alimentos impuros.
63 Preferiram a morte
a contaminar-se com aqueles alimentos.
E, não querendo violar a aliança sagrada,
esses foram trucidados.
64 Uma cólera terrível se abateu sobre Israel.
Palavra do Senhor.