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Domingo de Ramos: fé na vitória, perseverança mesmo nos sofrimentos

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Hoje iniciamos a semana santa. Na meditação do mistério da paixão e morte do Filho de Deus podemos encontrar o exemplo e a força daquele que sofre por ser justo e fiel. Daquele que é odiado por fazer a vontade do Pai celeste. Em um mundo em que tantas forças se misturam para fazer o mal, seja na Ásia, na África, e até mesmo no Brasil, onde o ódio vem se infiltrando na política, coloquemos em Jesus Cristo nossa esperança, para que, morrendo com ele para o mundo, ressuscitemos com ele para a vida eterna! Amém.

Lembremo-nos de Jesus Cristo, que disse “Eu vim para servir” (Mc 10,45), enquanto refletimos sobre trechos da oração do meio-dia no Domingo de Ramos:

Oração do meio-dia no Domingo de Ramos (trechos)

Hino:

Todo o mundo fiel rejubile
na alegria de tal salvação:
destruindo a potência da morte,
Jesus Cristo nos traz redenção

De oliveira com ramos e palmas,
todo o povo, com voz triunfal,
canta hosanas ao Rei de Israel,
de Davi descendente real.

Nós também, acorrendo ao encontro
de tal Rei, com hosanas de glória,
seguremos na mão nossas palmas
de alegria e de fé na vitória.

Por seus dons, nos caminhos da vida,
nos conduza e defenda o Senhor.E possamos, em todos os tempos,
tributar-lhe o devido louvor.

Glória ao Pai e a Jesus, Filho único,
Deus de Deus, Luz da Luz, Sumo Bem,
com o Espírito, o Amor que consola,
pelos séculos dos séculos. Amém.

Leitura breve:

Alegrai-vos por participar dos sofrimentos de Cristo, para que possais também exultar de alegria na revelação da sua glória. Se sofreis injúrias por causa do nome de Cristo, sois felizes, pois o Espírito da glória, o Espírito de Deus repousa sobre vós. (1Pd 4,13s)

Oração:

Deus eterno e todo-poderoso, para dar aos seres humanos um exemplo de humildade, quisestes que o nosso Salvador se fizesse homem e morresse na cruz. Concedei-nos aprender o ensinamento de sua Paixão e ressuscitar com ele em sua glória. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

Contra tantos mandatos do ódio

Embed from Getty Images Vivemos sob o mandato do ódio?

Vivemos em um mundo desesperado. Tantos conflitos abertos, tantos conflitos ocultos, todos violentos. O Estado Islâmico e o Boko Haram. O tráfico de drogas e o tráfico de gente. Não bastasse a violência, menosprezamos nosso papel de cuidadores da criação, e deixamos faltar água nas regiões mais populosas do Brasil (que, segundo aprendi, é um país muito rico em recursos hídricos). São tantas estruturas de pecado!

Parece-me certas vezes que nos cabe o mandato de Jeremias: “dou-te hoje poder sobre as nações e sobre os reinos para arrancares e demolires, para arruinares e destruíres, para edificares e plantares” (Jr 1,10). Esse mundo acaso terá salvação? Não seria possível destruir tudo o que aí está, estruturas de pecado junto, e reedificá-lo à imagem do Reino de Deus?

Mas, um dia desses, enquanto dirigia, ouvi melhor uma passagem da aclamação ao Evangelho da Missa dos Quilombos:

Contra tantos mandatos do Ódio,
Tu nos trazes a Lei do Amor.
Frente a tanta Mentira
Tu és a Verdade, Senhor.

Entre tanta notícia de Morte,
Tu tens a Palavra da Vida.
Sob tanta promessa fingida,
sobre tanta esperança frustrada,
Tu tens, Senhor Jesus,
a última palavra.
E nós apostamos em Ti!!!

Aleluiá, aleluiá, aleluiá!
Aleluiá, aleluiá, aleluiá!
A Tua Verdade nos libertará.
Aleluiá, aleluiá, aleluiá!
Aleluiá, aleluiá, aleluiá!

Essa é a verdade, oculta sob o véu odioso do pecado e da morte: Jesus tem a última palavra! Ele foi manso e, conduzido como cordeiro ao matadouro, se deixou matar (Is 53,7; Jr 11,19; Jo 1,29). Foi morto porque o amor não é aceito onde o ódio prevalece. Foi morto porque é o verdadeiro Rei: “Jesus Cristo, Rei dos Judeus”, dizia sua sentença. Que mundo é esse onde o Rei verdadeiro morre, e os usurpadores reinam? Mas, no terceiro dia, Jesus Cristo ressuscitou. Esta é a última palavra! Sob a aparência do reinado da morte, é na verdade Deus que nos deixa dar frutos. Uns produzem ódio, outros, amor — Deus nos deixa escolher o nosso destino. Ao final, só uma palavra prevalecerá, a palavra do amor!

Ouça essa bela música de Milton Nascimento, Dom Pedro Casaldáliga e Pedro Tierra: